Eu queria muito me apaixonar por você
Queria viver aquele amor leve que a gente tá acostumado...
de ficar o dia inteiro conversando...
sair pra comer alguma coisa.
Seus amigos são ótimos
os meus também...
Queria viajar com você e tirar mil fotos e ia ser tudo muito bom.
Queria mesmo.
Queria poder pegar e jogar todos os meus problemas em cima de você e você ia olhar pra eles como se não fossem nada.
Macete que eu ainda não aprendi.
Você por outro lado, ia me trazer uma vida muito mais intensa que a minha.
E ia me levar a lugares que eu não queria ir e vai me fazer fazer coisas que eu não faria normalmente.
e vai reacender minha libido.
e eu vou voltar a querer procurar sexo
e vai ser tudo muito bom...
realmente queria.
É um saco saber que nada disso vai rolar porque a gente revive a mesma porra de história em todo relacionamento.
É um saco querer te ver e saber que não vai rolar.
e é um saco saber também que isso vai impedir que sejamos amigos em algum momento... porque a gente vai ficar fugindo
e se entregando.
e isso vai incomodar nosso orgulho.
Principalmente o seu
...
Eu queria poder pegar e topar tudo.
topar qualquer coisa
mas você quer que eu seja intransigente...
Eu já namorei você
Juro que já...
Conheço nossas discussões... sei onde você gosta que eu te morda no ombro...
e sei que se eu te jogar na cama e puxar teu cabelo nossas discussões terminam. Você sotla aquele gemido leve e abre um sorriso enquanto passa as pernas por cima por baixo e por cima das minhas...
Sei onde começamos e onde vamos terminar...
Eu juro que já namorei você
E foi muito bom...
mas sei também que conhecendo a gente... não vai rolar.
porque eu sou doce demais pra vida amarga que você quer levar. Porque você é impulsiva demais e isso distorce a paz que carrego comigo. Porque você muda planos do nada e porque você discorda de mim por puro prazer. Porque estamos ambos esperando a hora que você vai me decepcionar.
Ainda assim, eu te amo.
E eu sei que você detesta saber disso.
sábado, 24 de maio de 2014
cansar-se
Não precisa pedir desculpa por ter ido. Estranho seria se tivesse ficado. Ainda não conheci ninguém que tenha ficado. E não é nem um pouco ruim isso... Essa coisa de ficar é muito estranha. É um tempo paradoxal, finitamente infinito... Só se fica se for até o fim, mas o que que é esse tal fim ? é o fim da relação, da vida, do amor, da tarde, do inverno, do papo, do tesão ? Eu não sei. Juro que não sei, mas fico feliz que tenha ido. Fico feliz porque assim eu acredito que você não tá presa e ir nem sempre é ir sem voltar. Algumas pessoas reaparecem às vezes, outras vivem reaparecendo. Eu gosto de viver reaparecendo. Mesmo que eu não apareça muito e que eu tenha dificuldade para retornar porque sempre acho tudo que eu faço muito desinteressante.
Mas não precisa pedir desculpas por ter sumido.
É normal.
As pessoas somem mesmo. E e até bom que a gente suma um pouco porque a maioria das pessoas se cansa mas das outras. Opiniões a parte, acontece mesmo! E é até bom que elas se cansem mesmo. A gente não pode achar que é tudo assim, duradouro, sei lá. É tipo chocolate ou sorvete ou pizza ou qualquer uma dessas coisas deliciosas que a gente come de vez em quando. Fico me perguntando se pizza é tão gostoso assim mesmo ou se só é gostoso assim porque a gente come de vez em quando.
Não faço ideia da experiencia de comer pizza todo dia. Sei que macarrão enjoa! Enjoa MESMO ! Coisa sinistra... Tipo pessoas. Tem pessoas que enjoam de ficar muito tempo perto (por mais que você goste delas)... daí fico pensando como é doido casar e chego a conclusões idiotas tipo "casar é tipo enjoar de enjoar da pessoa, aí tudo fica tão cotidiano..." acho que casar é exatamente isso (casar tipo morar junto... acontece com amigos também)... fica tudo tão cotidiano... daí ir embora é essa coisa divórcio mesmo... soa 'errado' sei lá...
Mas tá tudo bem se você sumir. Eu ia acabar sumindo também e a gente ia se ver de longe em algum lugar qualquer, pro futuro. E aí, qualquer dos dois que visse primeiro ia ficar naquele duelo entre ir falar, esperar pra ver se é notado ou esconder-se. E eu nunca sei decidir entre um dos três.
Até.
Mas não precisa pedir desculpas por ter sumido.
É normal.
As pessoas somem mesmo. E e até bom que a gente suma um pouco porque a maioria das pessoas se cansa mas das outras. Opiniões a parte, acontece mesmo! E é até bom que elas se cansem mesmo. A gente não pode achar que é tudo assim, duradouro, sei lá. É tipo chocolate ou sorvete ou pizza ou qualquer uma dessas coisas deliciosas que a gente come de vez em quando. Fico me perguntando se pizza é tão gostoso assim mesmo ou se só é gostoso assim porque a gente come de vez em quando.
Não faço ideia da experiencia de comer pizza todo dia. Sei que macarrão enjoa! Enjoa MESMO ! Coisa sinistra... Tipo pessoas. Tem pessoas que enjoam de ficar muito tempo perto (por mais que você goste delas)... daí fico pensando como é doido casar e chego a conclusões idiotas tipo "casar é tipo enjoar de enjoar da pessoa, aí tudo fica tão cotidiano..." acho que casar é exatamente isso (casar tipo morar junto... acontece com amigos também)... fica tudo tão cotidiano... daí ir embora é essa coisa divórcio mesmo... soa 'errado' sei lá...
Mas tá tudo bem se você sumir. Eu ia acabar sumindo também e a gente ia se ver de longe em algum lugar qualquer, pro futuro. E aí, qualquer dos dois que visse primeiro ia ficar naquele duelo entre ir falar, esperar pra ver se é notado ou esconder-se. E eu nunca sei decidir entre um dos três.
Até.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
conhecer pessoas
To precisando de gente de verdade. que sinta de verdade. que viva de verdade. Não essa ladainha cotidiana. To precisando de gente que não se acostuma. Não se interessa. Gente que tá sentindo que essas relações tão um saco. que as pessoas tão um saco. Que a vida social tá se tornando uma cópia do facebook. To precisando de gente que se permite rasgar de chorar. Que quer se envergonhar em público.
Gente que não tem medo de viver.
Gente que quer bater a cara na parede. Várias vezes. Quer viver relacionamentos reais, sejam eles de sexo casual amor ou amizade. Quero gente que cheira e que chora. Gente que se abomina. Gente que se enoja. Gente que afasta e contrai.
Quero gente que se importa e se interessa. Gente que se choca. Gente que se irrita. Gente que faz coisas impulsivamente.
Preciso de gente que queira se aventurar de verdade. Não pelo mundo, mas dentro de si mesmo. Gente que não tenha medo de ser rasgadx trituradx enfeitiçadx. Gente que não tenha vergonha de amar até a última fronteira, de desejar até o último limite. Gente que não tenha vergonha de ser público.
Preciso de gente de verdade nesse mundo plástico.
Gente que não tem medo de viver.
Gente que quer bater a cara na parede. Várias vezes. Quer viver relacionamentos reais, sejam eles de sexo casual amor ou amizade. Quero gente que cheira e que chora. Gente que se abomina. Gente que se enoja. Gente que afasta e contrai.
Quero gente que se importa e se interessa. Gente que se choca. Gente que se irrita. Gente que faz coisas impulsivamente.
Preciso de gente que queira se aventurar de verdade. Não pelo mundo, mas dentro de si mesmo. Gente que não tenha medo de ser rasgadx trituradx enfeitiçadx. Gente que não tenha vergonha de amar até a última fronteira, de desejar até o último limite. Gente que não tenha vergonha de ser público.
Preciso de gente de verdade nesse mundo plástico.
terça-feira, 20 de maio de 2014
"refletindo uma conversa" (sexta-feira 30 de julho de 2010)
Compreendo teu medo. Até o respeito, mas o reprovo. Tentas tirar-me toda a solidão como uma máquina tampa garrafas de cerveja.
Não sou a vácuo.
Não consigo suportar o modo como tentas ocupar minha cabeça, como se não quisesses que eu pensasse. Não consigo suportar sua voz quando força para dizer algo (teoricamente) engraçado para cortar meus pensamentos. E me irrita o cheiro da sua diversão.
Sinto teu medo a milhas de você. E não importa o quão boa sejas, vai sufocar-me. Vai, duramente, sufocar-me.
Não vivo à dois
Vou sentir a dor que vais sentir quando me cansar, mas nem vou ligar, porque vou estar ocupada demais fazendo tudo o que você tentou me impedir de fazer nesse tempo que passamos juntos. Vivemos bem, sorrimos, a vida era até boa. Se eu fosse uma pessoa comum, ainda estaríamos juntas, mas você tinha tanto medo de mim e de minha essência, que tentou privar-me de mim. Não me acompanha em nada, nos meus pensamentos, minhas idéias, meu mundo avança e você fica. Mistura fascínio e medo, e na química gera repressão. E me repreendeu, agora liberto.
Não gosto de festas.
Tirou-me o silêncio e a calma, fez de tudo para me tirar do tédio, do ócio. Me fez comer mais, fumar menos, pensar em coisas que eu não havia pensado antes, como "odeio quando controlas minha vida" ou "por que me cobras tanto?". Tentou tirar-me o direito de pensar do jeito mais fácil: me tirando o tempo de fazê-lo. Mas não fico no tédio.
Eu sou o tédio.
Não sou a vácuo.
Não consigo suportar o modo como tentas ocupar minha cabeça, como se não quisesses que eu pensasse. Não consigo suportar sua voz quando força para dizer algo (teoricamente) engraçado para cortar meus pensamentos. E me irrita o cheiro da sua diversão.
Sinto teu medo a milhas de você. E não importa o quão boa sejas, vai sufocar-me. Vai, duramente, sufocar-me.
Não vivo à dois
Vou sentir a dor que vais sentir quando me cansar, mas nem vou ligar, porque vou estar ocupada demais fazendo tudo o que você tentou me impedir de fazer nesse tempo que passamos juntos. Vivemos bem, sorrimos, a vida era até boa. Se eu fosse uma pessoa comum, ainda estaríamos juntas, mas você tinha tanto medo de mim e de minha essência, que tentou privar-me de mim. Não me acompanha em nada, nos meus pensamentos, minhas idéias, meu mundo avança e você fica. Mistura fascínio e medo, e na química gera repressão. E me repreendeu, agora liberto.
Não gosto de festas.
Tirou-me o silêncio e a calma, fez de tudo para me tirar do tédio, do ócio. Me fez comer mais, fumar menos, pensar em coisas que eu não havia pensado antes, como "odeio quando controlas minha vida" ou "por que me cobras tanto?". Tentou tirar-me o direito de pensar do jeito mais fácil: me tirando o tempo de fazê-lo. Mas não fico no tédio.
Eu sou o tédio.
"Um Adeus" (sábado, 9 de outubro de 2010)
Ele entra.
- Te odeio. Te odeio muito. Seu falso, mentiroso. Monstro! Como você pôde fazer isso comigo!? Canalha! Idiota.
Você dizia que me amava! Você só queria se aproveitar de mim. Você nunca me amou! Você não vale nada! Seu merda! Seu merda! Filho da puta. Vai embora! Eu te odeio! Eu te odeio muito! Vai embora e nunca mais olha na minha cara!
Ele sai. Ela chora.
- Te odeio. Te odeio muito. Seu falso, mentiroso. Monstro! Como você pôde fazer isso comigo!? Canalha! Idiota.
Você dizia que me amava! Você só queria se aproveitar de mim. Você nunca me amou! Você não vale nada! Seu merda! Seu merda! Filho da puta. Vai embora! Eu te odeio! Eu te odeio muito! Vai embora e nunca mais olha na minha cara!
Ele sai. Ela chora.
"A porta" (Uísque pt.1 quarta-feira, 15 de setembro de 2010)
Não abriu a porta. Parou, como se a admirasse. Na verdade nem pensava na
porta, mas no que havia do outro lado. Se atravessasse, estaria em
casa, a salvo de todos, ou quase todos, mas estaria só com o seu maior
inimigo. Oscilou. Poderia dar mais uma volta pelo bairro, ver se
encontrava alguém com quem conversar, um bar inda aberto, com seu dono
já bêbado. Depois chamaria um táxi e voltaria para casa. Só para
reencarar o mesmo tormento, mais uma vez, talvez mais bêbado, talvez
mais só.
Oscilou mais um momento, ele e a porta. Por um instante pareceu que a porta que o encarava que decidiria se a ele seria ou não permitida a entrada. Segundos depois a porta se abriu, mais por vontade própria que por vontade dele. Entrou, acendeu a luz. Nada havia mudado. Sorriu. Estava em casa, saudado pelos móveis, pelas conquistas, abraçado pela solidão. Não tardou a sentir medo, maior, talvez, que o medo antes de entrar. Menor, por já estar lá dentro. Agora, mesmo que saísse, já havia entrado. Já havia provado do veneno do lar. Estava novamente amaldiçoado, novamente extraviado por suas paredes, suas lembranças.
Sentou. Já não era mais nada. Seu rosto parcialmente iluminado pelo abajur, seu reflexo na televisão desligada, sua sombra no sofá. Cada imagem de si o assombrava. Só, ele, o copo de uísque e o cigarro. A música ao fundo parece trilha sonora. Acompanha cada rastro de destruição, como faria um psicótico à vítima beirando a morte. Poderia dizer que se sente mal, mas sua seriedade nega esta afirmação. Também não estava pensativo, apesar de demonstrar o mesmo. No fundo, estava aflito, tinha um problema inventado em suas mãos. Criado, parte por sua lucidez, parte por seu pessimismo. O problema dos problemas inventados, é que não têm solução, a não ser desinventar, mas a dor do desinventar tiraria a causa do problema, que por mais que seja problema, por muitas vezes é solução.
Acende mais um cigarro. Foi um bom domingo, como todos os dias bons. Terminou a inútil reflexão com a frase: "só mais um copo e eu vou dormir." E assim o fez, para mais uma noite difícil. Ou assim seria , não fosse o poder sedativo do uísque. Revira-se um pouco. Quase levanta para mais um copo, ao fim, desiste. Nem reflete, nem adormece. Encara o teto. O efeito do uísque cada vez mais forte, sorri. Dorme.
Oscilou mais um momento, ele e a porta. Por um instante pareceu que a porta que o encarava que decidiria se a ele seria ou não permitida a entrada. Segundos depois a porta se abriu, mais por vontade própria que por vontade dele. Entrou, acendeu a luz. Nada havia mudado. Sorriu. Estava em casa, saudado pelos móveis, pelas conquistas, abraçado pela solidão. Não tardou a sentir medo, maior, talvez, que o medo antes de entrar. Menor, por já estar lá dentro. Agora, mesmo que saísse, já havia entrado. Já havia provado do veneno do lar. Estava novamente amaldiçoado, novamente extraviado por suas paredes, suas lembranças.
Sentou. Já não era mais nada. Seu rosto parcialmente iluminado pelo abajur, seu reflexo na televisão desligada, sua sombra no sofá. Cada imagem de si o assombrava. Só, ele, o copo de uísque e o cigarro. A música ao fundo parece trilha sonora. Acompanha cada rastro de destruição, como faria um psicótico à vítima beirando a morte. Poderia dizer que se sente mal, mas sua seriedade nega esta afirmação. Também não estava pensativo, apesar de demonstrar o mesmo. No fundo, estava aflito, tinha um problema inventado em suas mãos. Criado, parte por sua lucidez, parte por seu pessimismo. O problema dos problemas inventados, é que não têm solução, a não ser desinventar, mas a dor do desinventar tiraria a causa do problema, que por mais que seja problema, por muitas vezes é solução.
Acende mais um cigarro. Foi um bom domingo, como todos os dias bons. Terminou a inútil reflexão com a frase: "só mais um copo e eu vou dormir." E assim o fez, para mais uma noite difícil. Ou assim seria , não fosse o poder sedativo do uísque. Revira-se um pouco. Quase levanta para mais um copo, ao fim, desiste. Nem reflete, nem adormece. Encara o teto. O efeito do uísque cada vez mais forte, sorri. Dorme.
"Despedidas e agradecimentos" (quarta-feira, 5 de janeiro de 2011)
[...]
Circundo velozmente o pátio da casa, descrevo mentalmente cada parte,
tocando-as pela última vez. Absorvendo cada centímetro de conhecimento e
aprovação que não percebia desde o primeiro dia em que aqui pisei.
Comtemplo cada perímetro da arquitetura com um olhar triste, longe. Vago
pela imensidão do hall, pela sala, a cozinha, a área dos fundos. Só não
entro no quarto. Sinto que se o fizesse ele me pediria mais uma noite,
mais um tempo sozinho comigo. O quarto foi meu mais fiél companheiro na
casa. Me abrigou em noites turbulentas e cuidou de mim quando estive
doente. Ele merecia uma despedida digna, por isso prefiro só partir.
Não consigo simplesmente entregar a casa. Parecia que não, mas havia me apegado à ela; às maçanetas enferrujadas, ao rangir das escadas da varanda, ao jardim moribundo que eu mal tinha tempo de cuidar. Cada detalhe me parecia ser surrupiado. Puro delírio. Em minha mente, tudo que via era aquele homem de terno e maleta, o dito advogado, dizendo que aquela casa não era mais minha e, de repente, todas as minhas memórias iam se apagando. Nada meu era mais meu, só a imagem daquele advogado, que após tirar tudo era o que havia sobrado na minha vida, continua a me olhar com esse olhar triunfal, como se o dia estivesse ótimo. Passo mais uma vez o olho pela casa. Passo pelo advogado e deixo a chave na mão dele, sem encarar o rosto. Não quero olhar pr'aquele homem. uma lágrima cai no chão de terra um pouco antes do portão. Meu último toque na casa. O advogado bate o portão atrás de mim e ninguém quis saber se eu já tenho para onde ir. [...]
Não consigo simplesmente entregar a casa. Parecia que não, mas havia me apegado à ela; às maçanetas enferrujadas, ao rangir das escadas da varanda, ao jardim moribundo que eu mal tinha tempo de cuidar. Cada detalhe me parecia ser surrupiado. Puro delírio. Em minha mente, tudo que via era aquele homem de terno e maleta, o dito advogado, dizendo que aquela casa não era mais minha e, de repente, todas as minhas memórias iam se apagando. Nada meu era mais meu, só a imagem daquele advogado, que após tirar tudo era o que havia sobrado na minha vida, continua a me olhar com esse olhar triunfal, como se o dia estivesse ótimo. Passo mais uma vez o olho pela casa. Passo pelo advogado e deixo a chave na mão dele, sem encarar o rosto. Não quero olhar pr'aquele homem. uma lágrima cai no chão de terra um pouco antes do portão. Meu último toque na casa. O advogado bate o portão atrás de mim e ninguém quis saber se eu já tenho para onde ir. [...]
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