terça-feira, 20 de maio de 2014

pra não pensar (sábado, 4 de junho de 2011)

corro
tô sentado na cama, aparentemente tranquilo e descançado.
na verdade tô correndo.
tô indo pro mais longe que posso.
fugir de mim

só corro, sabe...
acho que depois de 10 meses finalmente aprendi a tirar férias
acho que era iso que tava me deixando tão cansado. eu
to precisando relaxar. sabe

uns dias sem a rotina de tédio que sempre acaba em bar
quem sabe comprar um livro infanto juvenil e retomar um pouco daquela mente fantástico fantasiosa que a gente tem quando só se lê infanto juveni...

to precisando disso
de um pouco de outros mares
de um pouco de conversa jogada fora e sorrisos
e aquela esperança que eu tinha aos 15 anos
aquela vida de quem entendia tão pouco do mundo.
de quem achava que as coisas iam ser fáceis
de quem não sabia o tamanho do fardo que era ser alguém de verdade.

to precisando dar uma viajada
pra nao terminar
pra não continuar
pra me sentir de novo como se tudo fizesse sentido.

não sei em que ponto perdi o espírito de sonhador
nem tô falando isso como uma última lástima tentando recuperá-lo...
mas sei lá sabe
queria um tempo pra mim
pra não pensar.

"Pra voltar pra casa" Fim de semana pt#3 (sábado, 4 de junho de 2011)

acabou. nao tem mais por que lutar. nao quero um talvez. nao nasci pra um se... queria certeza e queria liberdade. queria voce. mais que qualquer coisa voce. nao comigo. nem sem migo, mas feliz. voce como voce devia ser. sabe. livre. ai eu seria livre tambem. e ai tudo bem.. mas nao é assim que vai ser. nao to dizendo que to fazendo a coisa certa. nem to dizendo que to fazendo a coisa errada. apenas to fazendo mais uma coisa. sabe. é assim que tenho visto as coisas agora. nao espero nada. nem quero nada. vamos só ver sabe. ver o circo pegar fogo e ver os bombeiros chegar. e as vezes pensar que se voce tivesse feito algo voce podia ter evitado aquele acidente. mas acidentes acontecem e voce nao pode ficar querendo o melhor pra tudo sempre. mesmo que quando eu diga tudo eu esteja pensando só em voce. mesmo que essa minha frase tenha sido uma mentira. porque afirmar que eu to indo embora e depois dizer que é porque talvez nem sempre voce possa ter o melhor nem tenha percebido que eu disse inconscientemente que eu sou o melhor pra voce. e eu nao sou. voce é o melhor pra voce. do jeito que voce é. e é assim que te quero. perto ou longe.
antes de qualquer coisa quero te agradecer. te agradecer porque cresci com voce. quando voce me encontrou eu era uma criança arrogante. agora eu sou uma criança que sabe engolir as coisas as vezes e nao falar as coisas as vezes e as vezes até gostar das coisas que nao gosto. nao por voce, nem por mim. mas só por ser. sabe... voce me ajudou a ser uma pessoa melhor. e eu admiro isso. admiro isso porque nunca tinha escutado ninguem antes. eu fazia minhas regras. eu tinha minha liberdade. minha solidao. eu tinha eu. e eu era só o que eu precisava. até aparecer voce. ai eu já nao era o bastante. eu precisava de nós. mas nós não era possível. e aí eu ficava procurando outros nós... nós em corda, nós em cadarço, nós em fones de ouvido... nós curtos e compridos. mas nenhum nós era como o nosso nós. como eu e voce e como voce e eu e, principalmente como voce. acho que é ai que tá toda a magia. mas voce já tinha outro nó. um nó que era tão importante quando o meu nó. era um nó gasto meio velho e conhecido mas um nó com seu nome nele. e eu era só um nó. um nó novo e diferente. um nó cheio de novas possibilidades. mas era um nó que queria seu nome nele. e ficava tentando escrever o seu nome em mim. mas meus braços que seguravam o nó e quando eu tentava escrever seu nome, eu virava linha. e linha já nao era importante... o importante era nó. e ai eu virava nó e seu nome ficava escondido. e eu ficava tentando te mostrar que seu nome estava lá mas voce nem conseguia ver. e quando voce conseguiu ver nao sei se já era tarde ou se era cedo demais. mas nao foi a mesma coisa. ai eu fui tentando melhorar. me tornar um nó mais bonito. mais importante. mais leal. mas nao se trata disso. se trata de ser um nó que nao sou. e isso não dá pra ser.
dai eu fugi. fugi mesmo sabe. com tudo que era meu e algumas coisas que nao eram minhas a tira colo. e voce nem me viu fugindo e eu nao queria que me visse também porque qualquer movimento seu que fosse contra a minha fuga era força o suficiente para evitar que eu fugisse... ai eu ia ficar. e se eu ficasse eu nem sei se ia ter força pra ser nó nem vitalidade o bastante pra ser linha e ai eu podia ser nada. e ser nada nao é o que eu quero. e ser nada não é o que voce quer que eu seja. e eu nao quero que todo mundo saiba que as vezes eu só queria ser o nó mais importante. porque é egoísmo demais pra mim.
Daí eu fugi e voltei pra casa. voltei pra casa porque em casa eu to seguro. eu tenho tudo que me lembra voce e tudo que eu preciso pra nao achar que preciso de voce : nada.
nada porque nao preciso de nada pra te lembrar e nada porque nada é exatamente o que vou fazer pra te esquecer. porque nao vou. nao importa o que faça. nada. nada vai te esquecer. porque mesmo que eu fique como um louco tentando desamarrar teu nó da minha vida. a corda alí é mais fraca e se arrebentar eu me arrebento e eu nao quero que arrebente. nem quero desatar esse nó. porque eu já nao sei mais qual nó sou eu e qual nó e voce. e nesse bololo todo de nós e eu e voce e a gente e voce e ela e eu e ninguém e nem sei é que às vezes me sinto vivo. mesmo que na maior parte do tempo nao. mas as vezes tem um segundo. um segundo só que voce me olha com uma certeza que nem eu tenho e ai eu penso "é. isso tudo é que vale à pena." mas logo passo a pensar que fui um bobo por pensar isso.
Qualquer dia desses eu volto pra í. voce sabe. nao vou me afastar. nem consigo tambem. já te disse que tentei. mas não dá. até dá mas não vai ser. e aí fico nessa.sabe...
qualquer dia talvez a gente tente de novo e qualquer dia a gente acerte o ponto e faça um nó sobre nó que ninguém desate... enquanto isso, só vou voltar pra casa.

"Pra nem ir" fim de semana pt #2 (sexta-feira 3 de junho de 2011)

tava pensando em nao aparecer. será que voce ia notar que eu nao fui ? será que ia ficar muito sentida e todo mundo ia me culpar de novo ? é engraçado né. como meu humor muda de repente e eu já nem sei mais o que quero. ou quando as vezes fico querendo o oposto do que tinha te pedido. lembro do dia que voce admitiu que nao me entendia. na hora eu fiquei meio decepcionado. depois pensei que nem eu me entendia também. a diferença é que eu sabia o que tava acontecendo porqeu eu tava sentindo o que tava acontecendo. mas as vezes nem sei como vou te explicar tudo que tá acontecendo. as vezes nem sei expressar o que tá acontecendo. por mais que eu tente.
enfim.
nao tava querendo ir amanha. mas nem é isso nao. a verdade é que nao tava querendo que amanha existisse sabe. queria so fingir que nao sabia de nada. fingir que esqueci ou senao acordar gripado demais. com febre. doente e ligar dizendo que to mal e nao vai dar pra ir. ou chover. podia chover. ai eu nao iria e ia ter uma boa desculpa. ou voce precisar desmarcar. imagina. ai, que horror. to te desejando mal. nao quero te desejar mal. mas queria nao ter que ir. nao que eu tenha. eu posso nao ir. é simples. mas e ai? ai eu vou dormir sem respostas e talvez dormir sem respostas possa ser pior que ir e nao gostar das respostas. nossa. como a vida fica complicada nessas horas... queria tanto achar uma resposta fácil. quer dizer. as respostas são fáceis. né. ou eu vou ou eu nao vou. mas e ai ? quer dizer. sao dois resultados totalmente diferentes. se eu nao for voce talvez nunca mais fale comigo. se eu for talvez eu nunca mais fale com voce. e aí? aí que nao sei. mais uma vez nao sei. e nao tem ninguem que possa saber por mim. ai. nao sei. que droga.
me liga desmarcando, vai... me ajuda. diz pra mim que nao preciso ir. diz que tá frio. que voce nao quer que eu fique doente. finge que se importa e me dá uma desculpa pra eu nao sair de casa. eu podia falar que passei mal. mas eu nao sei mentir. quer dizer. eu sei. todo mundo sabe. mas eu nao quero. nao pra voce. nao assim. mas nao vou te dizer que eu nao fui porque tava com medo de ir. voce nao vai entender. vai achar que to escondendo algo. mas voce nunca entende. quer dizer. eu acho que voce nunca entende. nunca nao. as vezes voce entende. as vezes quem nao entende sou eu. tipo agora. nao to entendendo nada. so sei que queria ir. mas nao queria chegar. ou melhor: queria que ainda fosse segunda. ai eu tinha uma semana toda pra decidir se ia ou nao ia. ai que droga sabe. as coisas iam ser tao mais faceis se eu tivesse certeza de voce.

"Pra nem sei" ...fim de semana pt # 1 (quinta-feira, 2 de junho de 2011)

tô indo embora. Tô indo embora porque você também tá indo embora senão nem ia embora. Mas acho que se você não fosse embora eu ia cansar e ia embora primeiro. Acho que já deu sabe. Nem sei sabe...
to meio perdido. to meio perdido e acho que voce tá também, senão acho que eu nao tava. Nem sei sabe...
Acho que já deu tudo que tinha que dar mas nem deu nada sabe.. acho que no fundo voce quer que eu vá tambem mas nao tem coragem de dizer porque antes voce queria que eu ficasse e eu queria que voce ficasse tambem. entao ficamos. mas agora eu nao sei se quero que voce fique mas tenho medo do que vai ser se voce for. e ai fico com medo de ir tambem porque nao sei o que vai ser quando eu for e ai a gente nem vai nem fica porque a gente ta com medo de tudo, sabe...
nem sei. ai as vezes eu acho que a gente sabe o que ta fazendo. tipo como se tudo fizesse um puta sentido sabe. mas nem sei. as vezes parece que tudo tá correndo de um jeito muito estranho né. tipo como se a gente tivesse meio certo meio errado. meio que fugindo sei lá do que.
as vezes nem sei sabe...
as vezes acho que preciso de voce mais que ontem sabe. e as vezes acho que nem preciso tanto de voce. as vezes acho que voce que nao precisa tanto de mim mas ai voce me olha daquele jeito que so voce me olha sabe e ai nem da pra saber o que voce quer de mim sabe. as vezes nem é voce que me olha ne. as vezes eu te olho e ai voce me olha de volta e nao sei o que voce ve no meu olhar mas deve ser a mesma coisa que eu vejo no seu e ai parece que voce sabe que eu sei que voce sabe o que a gente nao sabe. né. porque no fundo a gente nao sabe nada. porque se te perguntarem voce nao sabe e se me perguntarem eu tambem nao sei né. porque no fundo é isso mesmo. a gente tá perdidasso. perdidasso e junto. junto porque a gente acha que tava mais perdido sozinho. mas eu to tao perdido que nem sei se a gente ta junto ou se a gente ta sozinho. complicado sabe
achei que ia ser mais facil essa historia toda. acho que é por isso que tá tudo tão complicado né. eu imaginei demais. né. nem sei se voce imaginou também. né. nao lembro de voce falando nada do tipo. sei lá também né. as vezes é só teu jeito. as vezes to pedindo demais de voce... nem sei sabe...

segunda-feira, 19 de maio de 2014

relacionamentos

desinteresar-se prontamente
porque tudo se tornou mais interessante do que conhecer-te de verdade
só para evitar arrependimentos
e brigas constantes
e descaso e asco.

só to evitando o chato
driblando ruim
adiando o término inevitável
então vamos tentar nos manter nas meias respostas
nos bons modos
nas conversar suaves
nos chás da tarde

vamos vivendo assim pra nã dificultar
e vamos andando pra frente o mais devagar possível
que é pra não alcançar a linha de chegada
deveras próxima já
e ainda nem nos decoramos
e nem teremos esse tempo
porque nosso tempo já passa
já estamos nos desencantando.

domingo, 18 de maio de 2014

navegação

Ainda que não valha de nada, escrevo
escrevo pra tentar quem sabe nunca esquecer
que as vezes o mundo gira mais devagar
só para as coisas darem certo.
E nosso barco se esbarra com uma onda
uma onda incomum que o balança e o cerca
e o faz sentir-se completo.
E a viagem prossegue mais calma, até um porto d'outra alma
onde pode-se tranquilamente descansar.
Descarrego minha carga
me carregue com a tua
Troquemos, nos conhecemos e vai
Porque as pessoas não se quedam
mais do que doem
e quem se apaixona demais sempre se perde no mar.
Não exijo que fiques nem demando que vás
se aproxime o quanto queiras
mas não departa por detrás, longe da minha vista
não faz bem para o casco quando do nada o barco, desavisado,
sem capitã é encontrado por uma tempestade.
E assim de supetão lhe cai deveras correntezas
reescrevendo o caminho, marcando a madeira
desescrevendo o nome que com tanto carinho pintei.

 Tem horas que é isso.
É só meio barril jogado no mar
isolado
Tempestuosamente preocupado
As vezes implicando que vai virar
e desistir
e me deixar assim
perdido naquela imensidão azul
louco
as vezes não
as vezes vira sem nem avisar, implicar, parecer
e aí é aquela loucura de estar sozinho
e sozinho ter que desvirar o barco
e subir nele
e se secar
e secar o barco
e recuperar as forças pra sair daquela tempestade
naquela chuva
naquele frio
naquela solidão desconfortante que é não estar nem aí pra nada
e ao mesmo tempo estar aí pra tudo.

Tem horas que não
tem horas que não tem vento
não tem vela
não tem braço
e a gente fica aí parado.
no meio do oceano sozinho
esperando um raio de sol
ou uma exata constelação
ou qualquer imagem de farol
ou um sorriso estranhamente conhecido
com tantas coisas em comum
e muitas outras novas pra contar
te encontre
no meio desse oceano
completamente cheio de vazios individuais
com vários barcos que se esbarram mas não se sentem
e só desse barco
te encontrar
ou te esbarrar e perceber
e aí decidir que por acaso ou por destino
acredite quem acreditar
vocês deviam viajar um pouco juntos
e aí tanto faz, nesse momento, se um pouco vai durar pouco ou vai durar inteiro
porque nesse momento o que importa
é estar não sozinho
mas poder se ancorar
debaixo do cais
de um novo amorzinho.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

sobre não amar e amar demais - uma ontologia de uma discussão de casal


mto obrigado por ter vindo falar comigo... compreendo que voce nao ta legal hoje e que voce trabalha amanha de manhã e que voce espera seus pais irem dormir pra falar comigo, mas assim, pelo menos uma satisfaçãozinha, sabe ? qualquer coisa só pra dizer que voce não ta cagando pra minha existencia. porque é isso que parece. parece que o papel se inverteu e que agora voce tá querendo ver o quanto eu aguento ficar tentando entrar em contato com voce, correndo atrás de lugar pra ficar numa cidade enorme que eu desconheço até pirar, vir aqui, escrever um monte de merda, voce retrucar, porque vai se achar prejudicada, como se não merecesse ouvir as reclamações que eu tenho pra fazer... mas ao mesmo tempo e isso... duas ligações perdidas no skype porque minha internet caiu e voce nao atendeu quando ela voltou. várias mensagens sem respostas, vários te amo sem volta e um pouquinho da maldade de fazer todo esse silencio parecer natural. Parece que, finalmente, quando eu me permito mostrar fragilizado. Quando eu procuro com o corpo todo e quando eu busco formas, seja lá como forem, de estar perto de voce... algo há de acontecer para que essa vontade suma. e é exatamente o que parece que voce tá tentando fazer agora. Parece que voce nao quer me ver. nao quer que eu vá pra ir. nao quer me responder nao quer ler esse texto e não quer, em hipótese alguma ter que respondê-lo. Se eu não sou mais necessário, e os seis anos que se passaram estão agora no passado, me avisa porque eu nao to sabendo... me avisa porque tem alguma coisa dentro de mim me dizendo duas coisas : a primeira é que eu quero muito que as coisas finalmente aconteçam entre a gente. Que eu quero muito que dê tudo certo. Quero te ver, te cheirar, te sorrir. A segunda, é que voce não quer nada disso. Parece que tá cada dia mais distante, mais inalcansável... Como se tivesse esperando... como se eu fosse um plano B, como se você não tivesse mais certeza se me quer aí ou se quer alguém aí e aí eu posso cumprir o papel até aparecer alguém melhor.
To com a mesma sensação desde quinta. To com a sensação que voce não me ama mais e não sabe como dizer. Parece que toda essa conversa, todo esse sorriso, toda essa não resposta é aquele clima chato de enterro, de despedida, como se nenhuma das nossas vontades agora fizesse sentido. To sentindo que a peça acabou e esqueceram de me contar e eu to aqui no palco, sozinho, tentando contracenar com a atriz achando que é o personagem. Não tá sendo legal porque eu te amo. Porra! Amo pra caralho. Não tá sendo legal porque parece que você cansou... da nossa história,da nossa vida, de mim...
Ao mesmo tempo parece que é tudo um mal entendido meu, parece que eu que to interpretando o personagem errado ou que eu li o roteiro errado da peça e agora to aqui perdido com falas que nao fazem o menor sentido e voce, como artista profissional, tá tentando improvisar em cima de um texto errado. E aí eu não sei se sou eu que to amando demais e tá difícil, com essa vida de adulto, jogar todo essa amor adolescente pra fora ou se é você que não tá mais com saco de me receber da mesma forma.
Não vou mentir que não to com medo. To morrendo de medo. To com medo de dar errado, to com medo da gente brigar e eu desistir de ir praí. To com medo de voce me dizer que não me quer aí. To com medo de voce permitir que eu vá, pra gente se ver pelo menos uma vez, e as boas vindas virarem as despedidas. Não to me sentindo inteiro sem você, mas se você não quiser mais me completar me avisa, porque eu prefiro me reconstruir agora, que to amando demais, demais que dói e vou sofrer pra caralho, e é só sofrendo pra caralho que se supera as coisas, do que esperar um momento que eu esteja mais centrado, tranquilo, que minha vida esteja mais arrumada e simples, como se me derrubar quando tiver tudo bem fosse causar menos danos do que me derrubar agora que já não sinto minhas pernas. Se for pra acabar, que seja sem piedade. Que seja frio, seco, triste, avassalador. Mas se não for pra acabar, me desculpa esse texto todo, mas em seis anos, uma das coisas que eu aprendi é que a gente só continua se amando porque sempre fomos sinceros um com o outro. porque eu nunca deixei de falar exatamente o que eu tava pensando e acredito que voce também não... Então assim, me ajuda, de verdade. Porque eu já não sei mais se você me ama ou se você simplesmente tá evitando me dizer que não me ama mais agora porque você acha que eu tô num momento ruim.